Vidas Secas – Graciliano Ramos

Escritor fundamental do romance moderno e um dos maiores escritores da literatura brasileira, Graciliano Ramos fez forte denúncia social. Um autor de obras intensas e respeitadíssimas nos anos 30 e nos anos 40, nas quais a desigualdade social foi tema central, tema não só de Vidas Secas, mas da maior parte dos seus livros.

Vidas Secas, de 1938, nos apresenta um triste retrato da realidade dos retirantes nordestinos em um universo sem lirismo e sem poesia. A linguagem do romance é marcada pela aridez dos poucos adjetivos e das frases curtas, o que faz com que a leitura flua bastante por conta disso.

A narrativa está centrada em uma família de retirantes que está fugindo da seca. Uma família sempre em busca de menos aridez, de menos seca e, principalmente, de sobrevivência. Essa família é composta por Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia. Esta obra nos fala da animalização do sujeito, talvez não por acaso, em um paralelo simbólico, os dois filhos do casal de retirantes não tenham nome, e a cachorra tenha. Graciliano mostra como o sujeito pode ser transformado por um meio adverso, por um meio de miséria, e como pessoas podem se animalizar, tornando-se praticamente bestas.

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 2. ed.
Lisboa: Portugalia, 1970
Disponível em: http://www.vitantiqua.eu/2018/09/vidas-secas.html
Data de acesso: 26/09/2019

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