Revolução Pernambucana (1817)

Se liga! Algumas regiões da colônia não estavam de acordo com os rumos que a dominação lusa estava tomando nos primeiros decênios do século XIX. O arrocho das medidas de exploração, principalmente no tocante aos impostos e aos privilégios de que os comerciantes portugueses gozavam em comparação aos colonos, provocou o descontentamento de vários grupos sociais.

A capitania de Pernambuco vivia, desde o fim do século XVIII, um processo de empobrecimento devido ao declínio da produção açucareira (tradicional produto da região). Somado a isso, uma BAITA seca devastou territórios inteiros no ano de 1816, aumentando, ainda mais, os sintomas de crise.

Inspirados pelos ideais da Revolução Francesa, militares, padres e alguns proprietários reuniram-se em clubes e sociedades secretas, objetivando proclamar uma República liberal, livre do domínio português e que pudesse oferecer melhores condições de vida aos seus compatriotas.

O governador de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, ficou sabendo dos planos dos revolucionários e mandou prender os principais implicados na conspiração. Estes, então, anteciparam a eclosão do movimento, que teve início quando o capitão José de Barros Lima matou o oficial português encarregado de prendê-lo.

A revolta estendeu-se rapidamente e os patriotas tornaram-se senhores da situação, estabelecendo novo governo assim que Caetano Montenegro partiu para o Rio de Janeiro. Os principais implicados na Revolução Pernambucana foram: Domingos José Martins, Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, padre João Ribeiro Pessoa, entre outros.

Assim que conseguiram dominar a situação, os revoltosos organizaram um governo provisório. O novo governo procurou logo estender o movimento às outras capitanias e obter o reconhecimento no exterior. A revolta estendeu-se ao Ceará, à Paraíba e ao Rio Grande do Norte. O governo revolucionário pernambucano durou pouco mais de dois meses Recife foi cercada por mar e tropas enviadas da Bahia avançaram por terra, desmantelando a resistência.

Quem disse que a História do Brasil não foi violenta também? Que éramos um povo estritamente pacífico? Tivemos inúmeros levantes revoltosos, como pudemos ver; a verdade é que o governo real soube muito bem sufocar e lidar com todos esses processos de revolta!