Revolução Industrial – Impactos

Impactos Sociais

Conforme mencionado, a Revolução Industrial, além de consolidar o capitalismo como modelo econômico vigente, resultou no aumento do êxodo rural e, consequentemente, no aumento da população urbana. Os outrora camponeses agora migravam para as cidades para vender a sua força de trabalho em troca de uma remuneração (salário). Surgia, assim, a sociedade de classes e, nela, o proletariado urbano.

O trabalhador (proletário) possuía apenas a sua força de trabalho para vender, enquanto os burgueses detinham o capital para investir e as máquinas para produzir. Ocorreu, assim, uma separação entre a força de trabalho e os meios de produção. Com a pretensão de maximizar os seus lucros, os industriais – ingleses, em um primeiro momento – pagavam baixos salários, impunham longas jornadas de trabalho (em média de 15 horas por dia), empregavam amplamente o trabalho feminino e infantil (salários ainda mais baixos) e ofereciam condições de trabalho precárias. A situação de exploração suscitou a formação de organizações operárias (sindicatos), que foram responsáveis por pressionar os empresários e as autoridades governamentais para a instituição de direitos trabalhistas – o que veio a ocorrer somente nos séculos XIX e XX.

Impactos no Transporte e na Comunicação

A necessidade de comercializar os produtos – que agora eram produzidos em grande escala – demandou o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação. Entre essas evoluções, é possível citar o navio a vapor, a locomotiva, o telégrafo e, posteriormente, o automóvel e o telefone (COTRIM, 2012, p.362).

Etapas da Revolução Industrial

Iniciada no Reino Unido ainda no século XVIII, a Revolução Industrial se desdobrou em “novas revoluções industriais” ao longo do processo histórico. Conforme visto, a Primeira Revolução Industrial (1760-1860), praticamente restrita ao Reino Unido, foi marcada pelo desenvolvimento da indústria do algodão e pela utilização do tear mecânico, sobretudo, assim como pela utilização das máquinas a vapor no desenvolvimento das fábricas. Em relação à chamada Segunda Revolução Industrial (1860- 900), observem o excerto a seguir:

“A industrialização espalhou-se por algumas áreas da Europa ocidental e oriental, atingindo países como Bélgica, França, Alemanha, Itália e Rússia. Alcançou também outros continentes, ganhando espaço nos Estados Unidos e no Japão […]. As principais inovações técnicas foram a utilização do aço, o
aproveitamento da energia elétrica e dos combustíveis petrolíferos, a invenção do motor a explosão e o desenvolvimento de produtos químicos.” (COTRIM, 2012, p.359)

E, por fim, vocês precisam saber da chamada Terceira Revolução Industrial – ou Revolução Científico-Tecnológica (RCT) – que teve início na década de 1970 e tem como principal característica o desenvolvimento tecnológico em áreas como informática, comunicação, biotecnologia, robótica e supercondutores (VIZENTINI, 1998, p.149). Assim como nas etapas anteriores, a Terceira Revolução Industrial aumentou os níveis de produtividade e desencadeou mudanças profundas na estrutura da produção global, posteriormente conhecida como “globalização”.