Relações de Poder

Por fim, é importante destacar que o processo de construção social da realidade e da nossa própria identidade está sempre vinculado às relações de poder. Trocando em miúdos, desigualdades de diversas naturezas (materiais, simbólicas, etc.) são mantidas e reproduzidas pela objetivação de estruturas sociais determinadas e pela incorporação de princípios sociais de justificação da autoridade.

De acordo com Weber, ninguém jamais entraria em uma relação de dominação se, de alguma forma, não tivesse internalizado a ideia de que é correto, justo ou natural obedecer a outrem. Logo, podemos dizer que a autoridade – no sentido de dominação legítima – só se mantém enquanto tal por ser construída socialmente.

Assim, no contexto do feudalismo europeu da Idade Média, era preciso crer que a vontade de Deus legitimava o poder de senhores sobre seus servos como uma espécie de ordem natural das coisas, da mesma maneira que, nos dias de hoje, precisamos crer na racionalidade e razoabilidade da Constituição Federal e do processo eleitoral para que obedeçamos às leis votadas pelos políticos no parlamento e implementadas pelas autoridades constituídas, como policiais e juízes.

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