Reformas Pombalinas (1750-1777)

O declínio da mineração no Brasil coincidiu, no plano internacional, com a crise do sistema absolutista – Antigo Regime. Os benefícios da colonização haviam se transferido, basicamente, para outros centros europeus em ascensão: França e, em especial, Inglaterra. De fato, o século XVIII teve a Inglaterra como centro da política internacional. A Inglaterra estava prestes a desencadear a Revolução Industrial, se tornando a nação de capitalismo mais avançado.

No século XVIII, por uma ebulição na esfera das ideias no mundo moderno, surge o Iluminismo, com uma nova visão sobre a humanidade e o mundo. Por trás de todo esse movimento, encontrava-se a burguesia, comandando a crítica ao Antigo Regime, à nobreza e ao absolutismo.

Alguns filósofos iluministas, como Voltaire e Diderot, influenciaram os monarcas absolutistas da Prússia, Áustria, Rússia, Portugal e Espanha. Sem abrir mão do absolutismo, esses líderes absolutos realizaram algumas das reformas recomendadas pelos iluministas, que vieram a reforçar o seu poder, uma vez que a modernização empreendida aliviou as tensões sociais.

O conhecido Despotismo Esclarecido em Portugal foi aplicado por Dom José I (1750-1777) com a nomeação de um ministro reformista, Marquês de Pombal. Esse período, chamado de “pombalino”, coincidiu com a época da decadência da mineração, e todo o esforço político do ministro concentrou-se na tentativa de modernização do reino. Esse processo foi imposto de cima para baixo, tendo em vista, de um lado, o fortalecimento do Estado e, de outro, a autonomia econômica de Portugal. As relações, que também mudariam com a capitalização da sociedade, não foram fortalecidas e nem instigadas. Era encaixar um círculo no quadrado!