Organogênese: a Origem Dos Órgãos No Embriões

Então, pessoal, essa é a última parte do desenvolvimento embrionário. Começa com algumas células entrando em divisão e, quase que simultaneamente, ocorre a formação do tubo neural, da mesoderme e da notocorda. O embrião sofre um achatamento dorsal, formando a placa neural. Essa estrutura, como podemos observar na imagem abaixo, se origina a partir da ectoderme e se dobra, originando o tubo neural.

Enquanto o tubo neural está se formando, a mesentoderme (parte da endoderme) se diferencia, dando origem à mesoderme e à notocorda. A mesoderme em si irá formar os somitos, pacotes de células muito importantes na organogênese. Vocês já devem ter estudado sobre os animais celomados, acelomados e pseudocelomados, né? Pois então, o celoma é a cavidade interna dos somitos! Esse estágio do desenvolvimento é chamado de nêurula; nele, já podemos ter uma boa ideia de como será o organismo adulto. Daqui para frente é só alegria! Nesse momento, todos os tecidos e órgãos do animal (nesse caso o anfioxo) se diferenciam. Esse processo é muito semelhante nos vertebrados. Vamos entender o que vai formar o que, então.

A ectoderme, parte mais externa, dará origem à epiderme, que é o revestimento do animal, e também ao sistema nervoso, visto que o tubo neural deriva desse folheto e se transforma no cordão nervoso dorsal. A endoderme vai se diferenciar no tecido de revestimento de cavidades externas, como o tubo digestório. Já os somitos, bloco de células originados da mesoderme, originam os músculos, também preenchendo os espaços entre a ectoderme e a mesoderme no corpo do animal. E lembram do celoma? Ele se transforma na futura cavidade corporal.

E, assim, temos a formação dos órgãos e dos tecidos. Ao observarmos o desenho abaixo, podemos perceber que essa formação não é aleatória; ao entendermos como os folhetos embrionários se formam e os locais que eles ocupam, fica mais fácil de compreender quais órgãos e tecidos eles irão formar.

Organogênese.