Modelo Atômico de Thomson

A descoberta do elétron, no final do século XIX, impulsionou o surgimento de novas propostas de modelos de átomo. Isso foi muito importante para entender porque a matéria, que era neutra – segundo Dalton -, podia ficar eletrizada.

A natureza elétrica da matéria já era conhecida desde a antiguidade: o filósofo grego Tales de Mileto já havia mostrado que, quando atritamos âmbar com um pedaço de lã, ele passa a atrair objetos leves. O modelo de Dalton, no entanto, não conseguia explicar esse fato.

Joseph John Thomson (1856 – 1940) realizou experimentos com uma ampola de Crookes que foram capazes de demonstrar que há carga elétrica na matéria. Você deve estar se perguntando como ele provou que há elétrons nos átomos? O que é uma ampola de Crookes? Vamos falar um pouco de como funcionou esse experimento.

Ampola de Crookes: cientistas conseguiram ver luz através do confinamento de um gás em baixas pressões e com aplicação de uma diferença de potencial (como uma pilha). Olha a imagem ao lado.

O que Thomson fez foi aproximar esses raios de luz a um outro campo elétrico, representado pelas placas mais escuras da figura. Em seu experimento, Thomson percebeu que os raios catódicos sofriam um desvio. E o que isso representou? Que existe alguma propriedade da matéria, que os cientistas chamaram de carga elétrica. Essa tal de carga elétrica tem o potencial de atrair outras cargas.

E como chegamos no átomo? Ora, se existe uma carga elétrica que é responsável por alguns efeitos meio estranhos do universo, o nosso modelo de átomo tem que conter alguma referência a ela. E mais: provavelmente, deve haver dois tipos de carga. Por quê? A resposta é que não vivemos nos atraindo o tempo inteiro, de forma que esses dois tipos de carga devem ser de alguma forma opostos, mantendo a natureza que vemos sem atrações e repulsões.

Com base nesse raciocínio, Thomson propôs o seu modelo atômico: uma esfera com carga de um tipo e com cargas do outro tipo distribuídas por toda sua extensão. Esse modelo ficou conhecido como o “pudim de passas”.

► Não é maciço nem indivisível.

► As cargas pequenas ficaram conhecidas como elétrons e
chamadas negativas.

► A carga total é, em geral, nula.

► Carga elétrica neutra.

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