Introdução ao Equilíbrio Químico

Fala, povo do Me Salva! Tudo certo?

O capítulo que vem por aí fala sobre equilíbrio químico! 😀

O conceito de equilíbrio está muito presente em nossa rotina: na escolha de nossas atividades profissionais, sociais e físicas. Equilíbrio remete somente a coisas boas, não é mesmo? Passa a ideia de harmonia, igualdade… De alguma maneira, estamos sempre buscando o equilíbrio em nossas vidas, embora alcançá-lo não seja tarefa fácil.

Nas ciências da natureza, a concepção de equilíbrio é muito importante e pode ser aplicada a fenômenos físicos, biológicos e químicos. Em particular, na química, certos sistemas inicialmente contendo apenas reagentes podem atingir o equilíbrio se, a partir de determinado momento, reagentes e produtos existirem simultaneamente, de modo que suas concentrações não variem mais ao longo do tempo. O equilíbrio químico só existirá quando certas condições forem satisfeitas, o que estudaremos mais adiante.

O estudo do equilíbrio químico é tão importante que é dividido em duas partes: o equilíbrio químico geral e equilíbrios em que íons participam, chamados de equilíbrios iônicos.

Um exemplo de aplicação do equilíbrio químico são as lentes de óculos capazes de escurecer ou clarear de acordo com a radiação UV (em sua maior parte, emitida pelo Sol) do ambiente em que se encontram. Ainda, os refrigerantes que soltam aquelas bolhinhas de gás ao serem abertos também são exemplos de uma reação em equilíbrio. Por fim, a produção de amônia, um importante fertilizante usado mundialmente, é um exemplo de processo industrial de uma reação que ocorre em equilíbrio, também conhecido como processo Haber-Bosch.

Já o equilíbrio iônico está presente no tratamento de águas, por exemplo – tanto a que bebemos, quanto a da piscina e a que é resultante do tratamento do esgoto de nossas casas – e se baseia na correção da acidez. Entre outros fatores, é isso que determina a sua potabilidade, ou seja, se seu consumo ou uso é seguro.

Ainda, muitos medicamentos administrados por via oral são bases ou ácidos fracos que sofrem brusca variação de pH em nosso corpo, uma vez que nosso estômago é ácido e nosso intestino é básico. Essa variação determina o grau de ionização do princípio ativo do medicamento e, por consequência, sua absorção por nosso organismo. Interessante, né?

Quase todos os processos biológicos são vinculados ao pH do meio em que estão acontecendo, já que uma pequena mudança na sua acidez produz uma grande variação na velocidade da maioria deles. Por isso, existem também diversas aplicações biotecnológicas do equilíbrio iônico. Exemplos são o uso de soluções tampão e de enzimas.

As soluções tampão são empregadas para conservar a acidez de istemas biológicos – como alimentos e o nosso próprio organismo. Elas proporcionam a regulação do pH, isto é, o mantém aproximadamente com o mesmo valor, mesmo quando ocorre adição de pequenas quantidades de ácido ou de bases. Já as enzimas – os catalisadores de processos biológicos – também possuem uma faixa de pH específica (que é característica de cada uma) na qual possuem maior atividade. Elas são utilizadas em produções industriais, como a obtenção de queijo, couro, tecidos, entre muitos outros produtos que consumimos diariamente.

Realmente é vasto o número de aplicações baseadas na análise do equilíbrio químico. Note que esse conceito é tão importante que dedicamos um capítulo só para ele! Algumas palavrinhas aqui ficaram sem explicação, mas ao longo do nosso estudo elas ficarão mais claras, ok?

Bora aprender??

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