Império Carolíngio

Havia uma forte pressão ao Império Romano, causada desde o século II d.C., por um povo, os francos. Na região da Gália, atual França, esse povo se estabeleceu – principalmente pelo apoio dado pela Igreja Católica do Ocidente – e firmou a dinastia dos merovíngios, com Clóvis, seu líder, se convertendo ao catolicismo.

No contexto de queda dos grandes líderes e de fragmentação política é que os francos se inserem no antigo território romano. Pensemos que os francos que tentavam se impor encontravam dificuldades inclusive para efetuar uma unidade de seu próprio grupo nesta configuração de poder. Como tomar posições de poder quando elas estão fragmentadas demais para representar qualquer tomada efetiva de poder? De fato, os próprios francos apresentaram por anos, nesse contexto, uma unidade fraca e pouco organizada.

Carlos Magno assumiu a liderança do povo franco em 768, em parte por conta de sua atuação como comandante do exército franco que deteve o avanço dos muçulmanos sobre a Europa (Batalha de Poitiers, 732), e criou o Império Carolíngio. Ele conseguiu burocratizar o Estado que havia criado e dividiu organizadamente as questões de mandos nas localidades; também ofereceu grandes quantidades das terras conquistadas aos nobres e à Igreja. Assumindo essa posição de prestígio entre as estruturas dominantes da sociedade da época, tornou-se menos difícil o controle e a promoção do Império.

Essa boa relação rendeu a ele o título de Imperador do Novo Império Romano do Ocidente, concedido pelo próprio Papa Leão III.