Fogo Morto – José Lins do Rego

Fogo Morto, romance publicado em 1943, é uma obra de José Lins do Rego que faz parte do chamado Ciclo da Cana-de-Açúcar, um conjunto de romances vinculado à temática dos engenhos de produção de açúcar na sociedade rural nordestina.

Os romances desse ciclo abordam uma importante transformação política e econômica que ocorre nos anos de 1930. Até os anos 1920, os engenhos de açúcar estavam no auge de produção e sustentavam a aristocracia a partir da exploração de trabalhadores que cortavam cana de quinze a dezesseis horas por dia em condições de trabalho desumanas. Quando, durante o processo de industrialização que ocorre na década de 20, as usinas passam a substituir o engenho, ocorre desemprego e êxodo rural, pois as usinas precisam de menos empregados do que os engenhos. É sobre esse movimento econômico que os romances de José Lins do Rego tratam.

Em Fogo Morto, última e principal obra do ciclo, há a história da formação, ascensão e declínio do Engenho de Santa Fé. A história é narrada a partir de três perspectivas diferentes: os pontos de vista de Mestre José Amaro, Coronel Lula e Capitão Vitorino, um Dom Quixote que busca a existência de um mundo sem desigualdade social.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 66. ed. São
Paulo: José Olympio, 1994.
Disponível em: https://www.traca.com.br/livro/1011057/fogo-morto/
Data de acesso: 26/09/2019

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