Os Estados Unidos e a Crise de 1929

Durante a Primeira Guerra Mundial, os EUA viveram um crescimento econômico extraordinário. Isso porque o país era o principal parceiro comercial da Europa, que apresentava queda de produção durante a guerra. Dessa forma, não só assumiram a liderança econômica mundial no pós-guerra, como também atingiram um estágio de prosperidade durante a década de 1920. Vamos pensar juntos: se a Europa estava arrasada economicamente, quem abastecia o seu mercado? A indústria norte-americana.

É nesta década de 1920 que os Estados Unidos disseminam o seu “American way of life” (estilo de vida americano), que consistia em produção em larga escala para o consumo de massas. Nesse modelo, o consumo de bens industrializados, como carro, eletrodomésticos, comida enlatada e refrigerante, significava a felicidade da família norte-americana.

Porém, essa era de ouro teve o seu declínio no final da década. Durante toda a década de 1920, a Europa foi reconstruindo sua economia e recuperando seus índices de produção. Com isso, a importação de produtos americanos baixou e o acúmulo de estoque nas indústrias americanas foi inevitável. A situação agravou-se com a demissão de trabalhadores, queda na produção e falências. Mas tudo iria piorar em 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Isso ocorreu porque diversos acionistas venderam suas ações na Bolsa, provocando uma queda assustadora dos preços. Estes foram os anos da Grande Depressão, quando muitas fábricas e bancos foram à falência e o desemprego atingiu milhares de trabalhadores.

As medidas para superar a crise foram tomadas pelo presidente Franklin Roosevelt, eleito em 1932. Seu governo elaborou o New Deal (Novo Acordo), que se constituía em um plano de recuperação econômica inspirado nas ideias do economista John Maynard Keynes. Vamos observar alguns pontos do plano:

Empréstimos para o setor produtivo quitar as dívidas;

Construção de obras de infraestrutura (pontes, estradas, rodovias, etc.) para gerar empregos;

Controle dos preços dos produtos pelo governo;

Estímulo ao aumento do consumo a partir de vendas a prazo.

A partir deste plano, os Estados Unidos estimularam o mercado interno e conseguiram superar a crise e a Grande Depressão. Outro ponto importante é que este modelo introduziu o modelo de bem-estar social nos EUA, também implantado em diversos países da Europa.

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