Esparta

Você já assistiu ao filme 300? Essa obra é uma produção de Hollywood com algumas questões interessantes para se pensar o mundo grego. Mas, como toda produção cinematográfica de ficção, ela não tem nenhuma pretensão de retratar o que a História tem escrito. Por isso, se você gosta de filmes de ação, 300 é uma boa pedida – mas cuidado com a diferença entre filmes de ação e filmes que tenham a preocupação central em demonstrar o que a Historiografia está descobrindo com suas pesquisas. Por isso, é possível que algumas questões que estudaremos aqui possam ser bem diferentes das questões retratadas no filme de Hollywood.

Com isso em mente, podemos iniciar nossos estudos sobre Esparta, uma terra de guerreiros. Digo isso porque, sem dúvida alguma, o que salta aos olhos quando falamos desta pólis é a organização militar. Outro elemento também importante desse povo era a sua economia agrária. Esparta tinha pouca ou nenhuma área urbana economicamente relevante. A pólis vivia da produção de oliveiras e vinhos. Não sei se é exatamente por isso, mas é importante notar que, nessa sociedade agrária, com pouquíssima instrução intelectual, em que os cidadãos eram formados para a guerra, o regime político existente era a Oligarquia – ou seja, o governo de alguns poucos e poderosos homens, que comandavam a política interna.

De modo geral, a sociedade espartana estava dividida em: Esparciatas, Periecos e Hilotas.

É importante lembrar: a escravidão era uma prática do regime espartano, mas não era igual à escravidão moderna. Como vimos nos países americanos no mundo moderno, a escravidão era privada, ou seja, havia senhores de escravos, comércio, lucro e uma estrutura de propriedade privada. No mundo antigo, e, neste caso, em Esparta, a escravidão não era privada, mas sim pública: os hilotas eram presos à terra, precisavam trabalhar no campo à serviço dos cidadãos daquela pólis. É preciso muito cuidado para não confundir esse tipo de escravidão com a escravidão moderna.