Emprego dos Pronomes Oblíquos

Lembram dos pronomes pessoais que aprendemos anteriormente? São aqueles como eu, tu, e ele, além de outros. Esses são os pronomes retos e, agora, nós vamos focar nosso estudo nos pronomes oblíquos. Pois bem, os pronomes pessoais retos, em geral, ocupam a posição de sujeito na oração, enquanto que os pronomes oblíquos geralmente ocupam a posição de objeto. Os pronomes oblíquos, por sua vez, são divididos em suas formas tônicas (regidos por preposição) e em formas átonas (sem preposição). O quadro abaixo deixa claro a diferença entre os pronomes retos e oblíquos:

Pronomes Reflexivos

Pronomes reflexivos são aqueles que se referem ao próprio sujeito da oração. Nessas frases, o sujeito é aquele que executa e também quem sofre a ação. Observe os exemplos do quadro abaixo:

No primeiro exemplo, o pronome reto “eu” é o sujeito da frase, enquanto que o pronome oblíquo átono “me” é o objeto direto. É um pronome reflexivo porque se refere ao sujeito da oração. No segundo exemplo, o pronome reto “nós” é o sujeito e o pronome oblíquo átono “nos” é o objeto direto. Ele também é um pronome reflexivo, pela mesma razão do primeiro exemplo: executa e sofre a ação.

Pronomes que Funcionam como Objeto Direto

Observe novamente a tabela do início desse capítulo. Qual a definição de pronome oblíquo átono mesmo? Isso mesmo, pronome oblíquo átono é aquele que é empregado sem preposição. E a definição de objeto direto, você lembra? Se não lembra, a gente refresca sua memória: é o complemento verbal sem preposição. Pois bem, pensando pela lógica, o objeto direto não pode, via de regra, ser representado por um pronome pessoal oblíquo tônico. Agora que você sabe a lógica da regra, observe o quadro abaixo:

Como você pode perceber, o objeto direto dessa frase pode ser substituído pelo pronome átono “a”.

Formas lo, la, los, las

Pode parecer espanhol, mas é português! Algumas vezes, os pronomes o, a, os, as, assumem formas diferentes. Atente para a regra no quadro abaixo:

Leia em voz alta a frase “Vou analisar-o amanhã”. Muito estranho, não é mesmo? Pois bem, essa regra é um ajuste fonético trazido para a sintaxe. Mas, nem sempre a gramática acerta em termos de elegância, pois “Fi-lo”, que substituiria “Fiz o almoço” na frase acima, fica bem feio sonoramente. Fazer o que, né, gente, português não é concurso de beleza!

Formas no, na, nos, nas

Essa regra vai no embalo da anterior:

Não é necessário memorizar essas regras, pois vemos essas formas a todo o momento nos textos escritos em norma culta do nosso dia-a-dia. O importante é que saibamos de onde essas formas vêm e por que elas existem.

Pronomes Oblíquos na Linguagem Coloquial

Na linguagem coloquial, nossa tendência é suprimir os pronomes oblíquos e usar apenas os pronomes retos. Isso não é necessariamente um erro, mas, se estivermos escrevendo em um gênero textual que exija a norma culta (por exemplo, uma redação do ENEM ou de algum vestibular), devemos cuidar para não misturar. Lembre-se: via de regra, pronomes retos ficam na posição de sujeito e os pronomes oblíquos na posição de complemento. Pronomes átonos não são acompanhados de preposição, enquanto que os tônicos sim.

Pronomes oblíquos na linguagem coloquial

► É comum o emprego dos pronomes retos ele, ela, eles, elas como complementos de verbos, no lugar de o, a, os, as:

► Chame ela de volta – coloquial

► Chame-a de volta – norma culta

Por fim, uma última observação: se o pronome oblíquo for precedido da preposição “com”, a norma culta afirma que deve se usar formas como contigo, conosco e convosco. Porém, na linguagem coloquial, é muito comum usarmos a estrutura “com ele”.

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