Os Domínios Morfoclimáticos

Existe uma dificuldade para dividir um território (no caso, o brasileiro) em paisagens naturais: os limites de cada um dos elementos dessas paisagens, em geral, não coincidem. Assim, em determinado compartimento do relevo – por exemplo, um planalto –, nem sempre o clima ou a vegetação são semelhantes em toda a sua extensão. E um determinado tipo de clima pode abranger um planalto e uma planície, bem como vários tipos de vegetação (por causa das variações do relevo, da umidade ou do solo).

Costuma-se utilizar os domínios morfoclimáticos (morfo, ‘forma’, que, nesse caso, se refere ao relevo; climático, relativo ao ‘clima’) por causa da importância do relevo e do clima na formação de cada conjunto. Mas isso não significa que cada conjunto seja delimitado apenas pelo clima ou pelo relevo, pois há uma superposição, uma coincidência, entre os domínios morfoclimáticos, fitogeográficos (referentes à vegetação), hidrográficos e pedológicos (referentes ao solo).

No Brasil, podemos reconhecer seis principais domínios morfoclimáticos, criados pelo geógrafo Aziz Ab’Saber em 1965: Domínio Amazônico; Domínio da Caatinga; Domínio do Cerrado; Domínio da Araucária; Domínio das Pradarias; e Domínio dos Mares de Morros. Entre esses seis domínios, inserem-se numerosas faixas de transição, com elementos típicos de dois ou mais deles; entre dois domínios morfoclimáticos há, geralmente, faixas de transição, onde aparecem elementos que ora são típicos de um conjunto, ora de outro.

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