Diversificação Agrícola

E a agricultura de subsistência/pecuária? Essas atividades desenvolveram-se ao longo dos caminhos para as minas e nas proximidades das lavras! O crescimento demográfico aumentou rapidamente os lucros dessas atividades também aumentaram. Sesmarias foram doadas na região a quem queria cultivá-las. Novas culturas surgiam em outras áreas da colônia, pois o interesse da Coroa
não influenciou TANTO sobre os territórios e economias adjacentes às minas.

Em meados do século XVII, o algodão, o tabaco e o cacau passaram a ser produzidos em larga escala e a integrar a pauta de exportações da colônia. Uma baita virada, né? A produção algodoeira desenvolveu-se no nordeste, em especial no Maranhão e em Pernambuco. O tabaco era produzido principalmente na Bahia, seguida por Alagoas e Rio de Janeiro e, ao longo do século XVII, foi usado até como moeda de troca para aquisição de escravizados nos mercados da costa africana!!! O cacau foi explorado inicialmente, mas apenas em atividades extrativistas no Pará e no Amazonas. Depois, começou aos poucos a ser cultivado na Bahia e no Maranhão, com mão de obra escravizada.

Introdução do café: O café foi introduzido no Brasil por Francisco de Melo Palheta, em 1727, que o contrabandeou da Guiana Francesa. A cafeicultura como atividade principal da economia exportadora só se desenvolveu no século XIX, quando o produto começou a ser cultivado na região sudeste.

Expansão do açúcar: A agroindústria açucareira do nordeste voltou a se expandir no século XVIII, quando as revoltas de escravizados nas Antilhas interromperam a produção local. As Antilhas eram um território Holandês – lembra que a Holanda também focava sua produção nas colônias no açúcar? Enfim, o aumento das exportações brasileiras estimulou a expansão dos canaviais para o Rio de Janeiro e São Paulo, já enriquecidos pelo comércio do ouro.

Pecuária: Fator essencial na ocupação e povoamento do interior, a pecuária se desenvolveu no vale do rio São Francisco e na região sul da colônia. As fazendas do vale do São Francisco eram latifúndios assentados em sesmarias e dedicados à produção de couro e à criação de animais de carga. Não era uma atividade dirigida para a exportação, mas sim para manter o mercado interno. No sul, em especial, a criação de gado era destinada à produção do charque (carne salgada para durabilidade) para o abastecimento da região das minas, combinando o trabalho escravizado com a mão de obra livre.