Circulação Geral da Atmosfera

A superfície terrestre não recebe quantidades iguais de calor, de forma que algumas áreas aquecem mais do que outras. Áreas mais aquecidas apresentam centros de baixa pressão (ciclone); áreas menos aquecidas formam centros de alta pressão (anticiclone).

Os ventos consistem no deslocamento do ar de áreas de alta pressão (dispersoras de vento) para locais de baixa pressão (receptoras de vento). Podem ser classificados da seguinte forma:

Ventos regulares ou constantes: sopram de zonas de altas pressões para baixas pressões do globo. Sofrem desvio para Oeste pela força de Coriólis. Estes ventos são os alísios e contra-alísios (ventos de altitude, que sopram nas mesmas latitudes dos alísios, porém, em sentido oposto).

Efeito de Coriólis: é a interferência do movimento de rotação da Terra (O L) na circulação geral da atmosfera e das águas. Os ventos sofrem um desvio para direita no HN e para esquerda no HS.

Ventos periódicos: são ventos que se repetem em regiões específicas do globo, com média abrangência. Podemos citar como exemplos:

Monções: ocorrem principalmente no sul e sudeste da Ásia;

Ciclones extratropicais: centros de alta pressão que ocorrem entre as latitudes de 35° e 60° N/S;

Ciclones tropicais ou furacões ou tufões: centros de baixa pressão que ocorrem entre latitudes de 5° e 20° N/S;

Brisas: ventos diários que mudam de direção do dia para a noite. É uma decorrência do fenômeno da maritimidade.

Ventos locais: são característicos de locais restritos do globo. Ex.: Minuano (Rio Grande do Sul); Pampeiro (Argentina); Mistral (França); Simum (Saara); Föehn (Alpes Suíços); Siroco (Grécia e Itália).

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