As Bandeiras

Imagina uma GALERA se deslocando matagal à dentro, para dentro da floresta mesmo! Indígenas cativos e homens brancos livres, todos caçando mais indígenas e, conforme a viagem progredia, aumentava o número de envolvidos, capturados e escravizados.

Fora a captura de indígenas, havia uma forte busca de metais e pedras preciosas, motivada pelas descobertas na América Espanhola. Os indígenas eram explorados nesse processo, porque conheciam muito melhor os trajetos a serem trilhados, com seus animais, plantas e tribos.

No início do século XVII, com Portugal sob domínio espanhol, a Holanda investiu no comércio de mão de obra africana, desorganizando o tráfico português. O fluxo de escravos negros para algumas regiões da colônia diminuiu e, com isso, renasceu o interesse pela escravização do indígena. Quando o tráfico negreiro foi regularizado, esperava-se que as bandeiras parassem, né? Não! Continuaram, e muito fortes, motivadas pela procura de minas de metais.

Estima-se que 300 mil índios foram escravizados entre 1614 e 1639. As primeiras bandeiras foram comandadas por Diogo Quadros e Manuel Preto, em 1606, e Belchior Dias Carneiro, em 1607.